sábado, 24 de julho de 2010

Produção de bio-combustíveis em Moçambique.

Na semana passada Friends of the Earth Europe [Amigos da Terra Europa, en] e a ONG Moçambicana Justiça Ambiental denunciaram furiosamente um acordo entre o Brasil, a União Europeia e Moçambique promovendo a produção de bio-combustíveis em Moçambique.

O acordo aumentaria a cooperação técnica para promover a produção de bio-combustíveis em Moçambique. Atualmente as importações de etanol de cana de açucar moçambicana pela União Europeia estão sujeitas a tarifas muito baixas em comparação com o etanol brasileiro, que a União Europeia continuará a tributar.

As empresas brasileiras lucrariam com a ênfase crescente no setor e assistência, e algumas ponderam expandir as suas operações para Moçambique. De acordo com Reporter Brasil no final do ano passado, pelo menos duas grandes empresas brasileiras acordaram expandir a produção da cana do açucar em Moçambique, e procuravam financiamento para conseguir produzir etanol no país.

As autoridades dizem que a produção africana teria de cumprir os padrões ambientais europeus e passar por um estudo de viabilidade.

E no entanto até os primeiros projetos de etanol em Moçambique foram repletos de preocupações sociais e ambientais (veja a recente cobertura de um caso na Global Voices, en).

Exploração de carvão

Moçambique vai concessionar mais projectos de exploração de carvão

A ministra dos Recursos Minerais de Moçambique, Esperança Bias, revelou, em Maputo, que novos projectos de exploração de carvão nas zonas vizinhas à bacia carbonífera de Moatize, em Tete, poderão ser concessionados “em breve”.

De acordo com a ministra, naquele ponto da província de Tete “existem áreas em que os trabalhos de pesquisa estão em estágio bastante avançado, com resultados positivos”.

Entre os projectos que deverão ser concessionados consta o de carvão do Zambeze, promovido pela Riversdale Mining, bem como os das empresas Ncondezi e JPSW, segundo indicou Esperança Bias.

Falando na Conferência Internacional sobre Carvão, a ministra salientou que a médio prazo ter-se-á um melhor conhecimento geológico sobre outras bacias carboníferas existentes no país, esperando-se que possam vir igualmente a ser exploradas.

“Estão presentemente criadas condições para a produção e exportação anual de várias dezenas de milhões de toneladas de carvão a partir da região carbonífera de Moatize. Existem recursos geológicos, disponibilidade financeira por parte de investidores e mercado assegurado para a comercialização dos produtos”, sustentou Bias.

Refira-se que dois importantes projectos estão a ser desenvolvidos em Tete: o da brasileira Vale, com um investimento estimado em 1,3 mil milhões de dólares e o da australiana Riversdale Mining, na ordem de 849 milhões de dólares.

Mabor de Moçambique

Futuro da Mabor de Moçambique será conhecido dentro de dois dias

O futuro da Mabor de Moçambique - Manufactura de Borracha será conhecido dentro de dois dias quando os seus accionistas se reunirem em assembleia-geral, segundo apurou a macauhub em Maputo.

A empresa é detida maioritariamente pelo Estado moçambicano e por particulares.
A agenda do encontro, de acordo com a convocatória, inclui a análise, discussão e votação do relatório e contas do triénio 2006/08 e análise, definição e deliberação de propostas quanto ao futuro da empresa, entre outros assuntos.

A Mabor de Moçambique faz parte de uma série de empresas com participação do Estado que se encontram paralisadas.

Algumas antigas empresas que também se encontram paralisadas são a Riopel, uma empresa do sector têxtil, a Vidreira de Moçambique.

Na altura em que ainda funcionava, a Mabor de Moçambique chegou a abastecer vários países da África Austral, como a Namíbia, Botsuana, Malaui, Zâmbia, África do Sul e outras partes do mundo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Gasoduto

Petróleos de Moçambique vai construir gasoduto e terminal para navios na Matola

Um gasoduto para transporte de gás com dois quilómetros e um terminal para navios vão começar a ser construídos este ano na Matola, província de Maputo, informou o administrador para a área financeira da Petromoc - Petróleos de Moçambique.

Zacarias Costa disse que o projecto, que irá custar cerca de 10 milhões de dólares, visa aumentar a capacidade de armazenagem daquele tipo de combustível em mais seis mil metros cúbicos.

O administrador da Petromoc adiantou que, devido a dificuldades financeiras resultantes da conjuntura internacional, a companhia decidiu executar o projecto em fases, sendo que a primeira, a ficar concluída este ano, deverá consumir cerca de seis milhões de dólares.

Para além dos depósitos de gás, a Petromoc tem em carteira vários outros projectos visando a expansão quer dos postos de abastecimento de combustíveis, quer de armazenamento em quase todo o país.

A nível da capacidade de armazenagem, Cossa apontou que a Petromoc havia esboçado para 2009 um aumento em cerca de 170 mil metros cúbicos, mas devido a problemas financeiros apenas se concretizou uma expansão de cerca de 40 mil metros cúbicos.

Para este ano, o plano da empresa aponta para um aumento de capacidade em 125 mil metros cúbicos na região sul mas, em face das dificuldades que a companhia enfrenta, existe uma necessidade de reajustamento do plano, que não deverá ultrapassar entre 70 mil a 80 mil metros cúbicos. (macauhub)

Porto de águas profundas em Maputo

Governo de Moçambique vai construir novo porto de águas profundas em Maputo

O governo de Moçambique decidiu iniciar o projecto de construção de um porto de águas profundas na região de Techobanine, no distrito de Matutuíne, província do Maputo, declarou terça-feira em Maputo o ministro dos Transportes e Comunicações.

Orçado em 7 mil milhões de meticais (207 milhões de dólares), o novo porto deverá, de acordo com o ministro Paulo Zucula, descongestionar o de Maputo e ser utilizado nas relações comerciais do Botswana com os seus parceiros.

Falando à margem da cerimónia de tomada de posse de novos administradores da Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (Cfm), Paulo Zucula adiantou que o novo empreendimento terá uma capacidade de manuseamento de carga superior à do porto de Maputo, com a vantagem de que não vai acarretar serviços de dragagem, tal como acontece em portos como de Maputo e Beira, uma vez que possui, naturalmente, águas profundas.

As autoridades de Moçambique têm estado a acompanhar as operações de prospecção de carvão mineral em curso no Botswana, que, segundo indicadores preliminares, é de grande qualidade e pode alimentar volumes de exploração na ordem dos 40 milhões de toneladas por ano.

Tal facto, segundo perspectiva dos operadores ferro-portuários moçambicanos, constitui uma excelente janela que se abre ao negócio, sobretudo para a Cfm, razão por que o arranque do projecto do porto de Techobanine é visto com particular interesse.

Zonas industriais

Governo de Moçambique vai criar rede de parques e zonas industriais

O governo de Moçambique vai dar início este ano a um projecto de criação de parques e zonas industriais a fim de estabelecer as condições para o relançamento da indústria no país, anunciou em Chimoio o ministro da Indústria e Comércio.

Na abertura do VIII Conselho Coordenador do ministério que decorre até hoje, sexta-feira em Cafumpe, distrito de Gondola, em Manica, sob o lema “nova abordagem para o relançamento da indústria”, o ministro António Fernando disse que a criação de parques e zonas industriais pretende igualmente evitar a edificação desordenada de projectos industriais e a coabitação entre estes e as zonas residenciais.

Nas referidas zonas e parques industriais, de acordo com António Fernando, o governo moçambicano vai garantir o fornecimento dos serviços básicos, nomeadamente água, energia e estradas, factores que considerou indispensáveis e impulsionadores de novas iniciativas de empreendedorismo industrial.

Os primeiros passos com vista à execução desta iniciativa, já foram dados, tendo o ministro adiantado que foram já criados dois parques-piloto nas províncias de Sofala e Tete, concretamente nas cidades de Dondo e Tete, decorrendo actualmente o processo de identificação de novas zonas ao nível das diferentes capitais provinciais e distritais, onde tal se justifique.

Para António Fernando, a revitalização da capacidade produtiva industrial é condição “sine qua non” para que o país alcance o almejado desenvolvimento económico e social, o que implica, necessariamente, o estabelecimento de zonas e parques industriais.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

REN quer levar energia para Moçambique


REN quer levar energia para Moçambique

Interesse no país africano poderá passar pela entrada da empresa portuguesa no capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa

A REN (Redes Energéticas Nacionais) está a negociar com várias entidades de Moçambique acordos de prestação de serviços, que contemplam o desenvolvimento de infra-estruturas energéticas e transporte de electricidade naquele país, segundo avançou o presidente da empresa, Rui Cartaxo.

"Ainda não estamos em Moçambique, mas estamos a conversar com várias entidades do país no sentido de uma cooperação com a REN", garantiu, admitindo que depois do Verão haverá "novidades sobre o assunto". Rui Cartaxo falava durante uma visita às obras de ampliação do terminal de gás liquefeito (GNL) da REN, em Sines - estando em curso a construção do terceiro tanque de armazenagem, orçado em 180 milhões de euros -, numa altura em que a empresa assume que o interesse em Moçambique deverá mesmo passar pela entrada no capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa já em Setembro, estando a decorrer negociações para a compra dos 15% que o Estado português detém na empresa.

Quanto ao processo de privatização da REN, o ministro da Economia, Vieira da Silva, não descarta a possibilidade de avançar ainda este ano, ressalvando que esse passo só vai ser dado quando "o Governo entender que a situação financeira internacional e nacional valoriza da melhor maneira os interesses que o Estado tem para essa operação". O ministro revelou ainda que, para já, não há prazos "nem características" definidos sobre a posição do Estado ou da participação dos accionistas.

Depois da visita às obras, que ficarão concluídas em 2012, reforçando a capacidade de recepção de gás na ordem dos 60% em velocidade de cruzeiro, passando dos actuais 240 mil metros cúbicos para 390 mil, Vieira da Silva alertou que o projecto confere "maior valorização ao Porto de Sines", já que permite à Europa "receber mais gás natural liquefeito, que tem de ser transportado por mar".

O governante assegurou também que esta ampliação vai proporcionar uma "maior independência no abastecimento energético", enquanto Rui Cartaxo alertou que o terminal do Litoral Alentejano terá de ser competitivo para concorrer com os terminais espanhóis. "Ao contrário do que se pensa, estes terminais não são monopólios", explicou, já que os fornecedores de gás natural podem optar por qualquer terminal da Península Ibérica. Quanto maior for a utilização da infra-estrutura, mais benefícios o consumidor vai sentir na sua factura de casa.